não quero querer saber de rigorosamente nada

estava para aqui a analisar factos da (minha) vida e apercebi-me de que - acaso tivesse nascido uns anos antes - teria sido ótima companhia para o antónio variações, além. para além disso - e de outras coisas sobre as quais não me apetece escrever porque se me enfraquece a mão - tem-me corroído, qual banho de ácido sulfúrico, esta nova possibilidade de não "poder" gerar nada dentro de mim, para além de apatia, melancolia, agonia e outras ia. no fundo é poesia. tenho pensado que se calhar não me é tão indiferente quanto disse até aqui que seria. e torna-se mil vezes pior quando se ganha consciência de que nem é tanto pelo poder mas antes pelo dever. tenho pensado que se calhar tenho mesmo um demónio dentro de mim e que se calhar é mesmo melhor não o enfiar na boca de um bebé. tenho pensado que se calhar hei-de ser pouco mais do que isto, porque toda a gente nasceu para ter uma família e eu também devia ter nascido assim.

Carolina
blog? São ensaios cegos, lúcidos, físicos & metafísicos. É uma mente deteriorada e uma mão cansada. Ou incansável. Relógios parados. E sangue? (...) Mas sobretudo perda de tempo. E possivelmente mais qualquer coisa. Não sei. Incerteza também.

yeah, thanks

© 2010, Luna