zero-cinco-vinte

Não te venhas lamentar, assim não gosto. E não me digas que és diferente das outras. Eu sei. E não, não te digo só o que não fazer. Também posso dizer-te o que fazer. Assim, dá-me esse isqueiro. Melhor!, acende-me o cigarro. Assim é que estás bem, continua assim. Vês?, não te digo só o que não fazer.
Não sorrias! Quantas vezes preciso de te dizer que o teu sorriso é horrível? Tens os dentes mais feios que já vi. Tortos que mete dó. Não ouses voltar a sorrir.
Achas que me importo com os teus sentimentos? Achas que penso sequer na remota hipótese de poderes, eventualmente, ter sentimentos? Achas que acho que te magoo? Claro que não. Nem gasto tempo a pensar nisso. És a minha pequena... escrava! É isso. És uma coisa, as coisas não sentem. E eu faço de ti o que bem entender.
O que é isso? Lágrimas? Há tanto tempo que não via nenhuma!
E sim, vou voltar a realçar aquilo que tanto nos apraza: és diferente das outras. Ficas linda quando choras, sabias?

Carolina
blog? São ensaios cegos, lúcidos, físicos & metafísicos. É uma mente deteriorada e uma mão cansada. Ou incansável. Relógios parados. E sangue? (...) Mas sobretudo perda de tempo. E possivelmente mais qualquer coisa. Não sei. Incerteza também.

yeah, thanks

© 2010, Luna