pequeno parêntesis XIII

tu gostas de te auto-destruir, de perder tempo & de te desperdiçar. é mesmo isso, um desperdício. destróis todo o teu potencial (que é gigante) com prazer, deitas-te aos esgotos e esperas lá ficar a boiar, sem que ninguém te chateie. é disso que tu gostas, de não (te) aproveitar. e isso irrita-me. e por isso, eu detesto-te, já sabes.
estava aqui a pensar em qual será o método que utilizarei para te matar desta vez - isto se não te precipitares e o fizeres antes que eu tenha tempo de aí chegar - e lembrei-me do revólver que o meu pai guarda na mesa de cabeceira. um tiro seria bom - para inovarmos, fugirmos às facadas - que me dizes? um tiro longe da cabeça, que (os teus) miolos colados na parede não é nada daquilo que se quer ver. seria um desperdício. portanto, um tiro noutro sítio qualquer. no abdómen, talvez. esta noite morres com um tiro. longe da cabeça. e amanhã logo decidiremos como será. pode ser?

Carolina
blog? São ensaios cegos, lúcidos, físicos & metafísicos. É uma mente deteriorada e uma mão cansada. Ou incansável. Relógios parados. E sangue? (...) Mas sobretudo perda de tempo. E possivelmente mais qualquer coisa. Não sei. Incerteza também.

yeah, thanks

© 2010, Luna