pequeno parêntesis IX

o que é que querem mesmo? desgraça? porque não conceder-lhes, então, só (mais) esse desejo? porque não pontapeá-los até à morte, porque não deixá-los a arder numa caixa metálica? não é de desgraça que gostam? então que se abata a desgraça sobre essas pessoas/coisas que querem desgraça. que morram todos esses ignorante que falam sem saber, que falam sem pensar. que arranquem a pele a si mesmos, com as unhas. que sintam o seu interior sucumbir (que interior?). se é desgraça que querem, desgraça se faça. mas sobre esses, não sobre os outros. que arranquem os seus estúpidos olhos brilhantes de ignorância das suas estúpidas órbitas vazias como o conhecimento que (não) possuem. que se deixem apodrecer num qualquer deserto nojento, aguardando que abutres lhes comam os miolos. e eu? eu fico aqui sentada, a rir-me sarcasticamente. não gostam tanto de desgraça? então que vivam desgraça, que façam desgraça, enquanto a minha alma vagueia por aí, ironicamente, acima da desgraça.

Carolina
blog? São ensaios cegos, lúcidos, físicos & metafísicos. É uma mente deteriorada e uma mão cansada. Ou incansável. Relógios parados. E sangue? (...) Mas sobretudo perda de tempo. E possivelmente mais qualquer coisa. Não sei. Incerteza também.

yeah, thanks

© 2010, Luna