análise a qualquer-coisa-sem-nome

E vamos falando com toda a gente e trocando impressões com quem nos apetece. E vamos tentando ser transparentes na esperança de não sermos rotulados de falsos. E então, deixamos de esconder que estamos mal. Deixamos de fingir o que quer que seja. Primeiro estranha-se mas logo se entranha.
Depois pensamos que talvez assim custe menos a passar, pensamos que virá alguém que compreenda e que nos queira dizer qualquer coisa que nos faça sentir bem. Afinal, não são sempre os que nos rodeiam que buscam incessantemente um sinal de que as coisas não estão bem, para nos virem chatear a cabeça? São! Parece que têm sede de desgraça essa cambada de ignóbeis!
Mas como eu dizia: às vezes esses imbecis deixam de ser imbecis que só nos querem chatear, porque às vezes tudo o que queremos é que nos chateiem.
Então, se há alturas para tudo, para os querermos perto e para os querermos longe, porque é que eles só estão quando não os queremos e não aparecem quando precisamos? Porque é que há-de ser tudo descoordenado, sem ponta por onde se pegue, se tudo poderia fazer sentido facilmente?
Não gosto disto. Detesto isto, aliás. Não gosto de querer gritar e não haver uma única voz que se chegue à frente.

Carolina
blog? São ensaios cegos, lúcidos, físicos & metafísicos. É uma mente deteriorada e uma mão cansada. Ou incansável. Relógios parados. E sangue? (...) Mas sobretudo perda de tempo. E possivelmente mais qualquer coisa. Não sei. Incerteza também.

yeah, thanks

© 2010, Luna